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Cinema - Planeta dos Macacos

Elenco: Mark Wahlberg (Leo Davidson), Kris Kristofferson (Karubi), Michael Clarke Duncan (Attar), Helena Bonham Carter (Ari), Tim Roth (General Thade), Estella Warren (Daena), Paul Giamatti (Limbo), Cary-Hiroyuki Tagawa (Krull), Erick Avari (Tival)

Título original: Planet of the Apes
Realizador:Tim Burton
Produção: Richard D. Zanuck
Guião: William Broyles Jr., Lawrence Konner, Mark Rosenthal

Classificação: M/12
Género: Acção/Ficção Científica
Duração: 112 min

Site Oficial: http://www.planetoftheapes.com




Sinopse

Após um acidente, um piloto norte-americano, Leo Davidson (Mark Wahlberg) cai com a sua nave num planeta desconhecido, onde os macacos imperam e escravizam os humanos. Num mundo completamente diferente ao que está habituado, ele é capturado e vai exercer um papel fundamental na esperança a transmitir aos oprimidos humanos que se encontram ali em cativeiro.
Daena (Estella Warren) aprende com Leo que existe um mundo sem medo, sem opressão, no qual os humanos têm o direito de exprimir a sua vontade e decisão.
Com ele aprende a sonhar e a unir a população na perseguição de um sonho ao qual têm direito.
Os macacos, liderados pelo General Thade (Tim Roth) vêem o seu poder ameaçado, pela primeira vez, e temem as consequências. Em risco de perder a autoridade e a vantagem que detinham sobre os humanos, eles tentam organizar-se e impedir a influência (para eles negativa) que Leo exerce sobre os restantes humanos. Thade, temido, forte, e influente, admirado e também odiado, presta culto a Semos, e cultiva um ódio enorme pela raça humana, que considera uma doença que deve ser exterminada, como se de uma praga se tratasse.
Num planeta brutal, primitivo mas com líderes inteligentes, não será fácil sobreviver e lutar para deixar de ser escravos e tiranizados, sendo alguns considerados meros objectos ou animais de estimação. Mas Leo, o astronauta que trouxe "do céu" a esperança e a inspiração, conseguirá mostrar às tribos humanas oprimidas que há uma solução, que a união os fará vencer na luta contra os malvados macacos. Diferente, ele vai abalar a concepção de sociedade existente. Com a ajuda de Ari (Helena Bonham Carter), uma chimpanzé activista, e dos humanos revoltados, eles irão ao templo sagrado, na zona proibida do estranho planeta, para conseguir decifrar os segredos do passado e encontrar a chave para o futuro da Humanidade.



Comentário

Este filme enfoca o poder da fé colectiva, para libertar o mundo dominado pelos macacos em forte opressão aos humanos, aí escravizados.
Os Humanos não tinham nenhuma estratégia militar, daí não desafiavam os Macacos. Leo torna-se um estorvo para os macacos, que pretendem por isso eliminá-lo.
Algumas das características das personagens intervenientes:
Leo: natureza intrépida, não conformista. Passa da monotonia à rápida acção. A missão de rotina irá alterar-se radicalmente e trazer-lhe um novo alento na vida.
Thade: astuto, cruel, impiedoso, tirano, a qualquer custo. Herói para uns, um louco para muitos.
Ari: membro da aristocracia dos macacos, franca advogada dos direitos humanos. Crê na possibilidade de conciliação entre macacos e humanos.
Attar: O guerreiro mais cruel do Exército dos Macacos, brutal, primitivo, temido pelos humanos e pelos macacos. Fiel às suas crenças, e sendo uma personagem importante, ele é um militar bastante respeitado, o mais respeitado da sua geração.
Daena: filha devota (de Karubi), irmã de Birn, vigorosa, resoluta, jovem lutadora pela liberdade, após vários anos sob opressão. A casualidade ou destino levam-na a encontrar-se com Leo, em MauroBog, tornando-se a líder entre as tribos de humanos, mudando para sempre a vida destes.
Karubi: um velho guerreiro pela liberdade, um nobre humano subjugado às leis dos macacos.
Limbo: orangotango sagaz, negoceia com humanos para sobreviver. É interesseiro (quer preservar-se e ganhar dinheiro).
Krull: o mais velho gorila, servo de Ari. Fiel aos patrões, zela pela segurança e bem-estar deles.
Humanos versus Macacos, em 2029.
Não é uma sequência do clássico "Planeta dos Macacos" de 1968, mas sim uma visão diferente do mesmo. Com um visual exigente, uma tecnologia bem diferente, que permite criar efeitos espectaculares, cenários incríveis e uma maquilhagem soberba, com todos os novos recursos foi conseguido um resultado extraordinário. Abre assim novos horizontes e apresenta uma nova estética.
Expressões faciais bastante realistas, linguagem corporal, tudo contribui para dar mais animação e veracidade às personagens.
A maquilhagem, e os efeitos especiais, são fantásticos. A cargo de John Chambers, na primeira versão, e Rick Baker agora, as próteses faciais com feições humanas, articuladas e moldadas, criadas a partir de espuma de poliéster, látex, cabelo e adesivo, são delicadas mas simultaneamente consistentes, transmitindo uma veracidade incrível. As próteses e a maquilhagem em geral demoravam 4 horas a ser aplicadas, o que supunha um sacrifício e espírito paciente da parte dos actores. Quem mais sofreu foi a actriz Helena Bonham Carter, que teve que se submeter a 4 horas e meia de maquilhagem e a outras 2 horas para a retirar. Os actores tiveram que aprender a comportar-se como macacos, saltando e andando de maneira adequada.
Apesar do contexto e a sensibilidade da década de 60 já não serem os mesmos, prevê-se que esta nova fórmula reinventada por Tim Burton repetirá o sucesso dos anteriores episódios. Foi uma das produções cinematográficas mais rentáveis e decerto repetirá a façanha.

Esta famosa saga que marcou a década de 70, teve 4 sequências, devido ao enorme êxito: "Beneath the Planet of The Apes" - 1970, "Escape from the Planet of the Apes" - 1971, "Conquest of the Planet of the Apes" - 1972, "Battle for the Planet of the Apes" - 1973. Depois dos filmes, também duas mini-séries de TV e revistas se inspiraram no fantástico filme, que marcou uma geração e o mundo cinematográfico.

No filme inicial, Zira, Cornélius, Zaius, etc, habitavam numa estrutura basicamente de pedra. Agora os cenários são mais exuberantes, com pedras e árvores, num aspecto visual cativante.
Tim Burton reinventa aqui a fórmula de ficção que se tornou um clássico entre o género de ficção científica, e que foi êxito de bilheteira nos Estados Unidos, no Japão, na Tailândia, etc. A recepção do público foi excelente.
Teve duas indicações ao Oscar em 1968 (Melhor Figurino e Melhor Banda Sonora) e, apesar de não ter ganho nestas categorias, foi homenageado com um Prémio Honorário para Maquilhagem, para John Chambers. Esta categoria ainda não fazia parte do Oscar até ao ano de 1981.
Dando vida ao relato do escritor francês Pierre Boulle, podemos assistir a um impressionante filme, que fica na memória de cada um e na do cinema.
Mark Robert Michael Wahlberg interpreta o jovem e intrépido astronauta norte-americano, que, cansado da monotonia das suas missões militares, vai de encontro a uma aventura que ele não esperava. Irá tornar-se o herói, o salvador dos povos oprimidos, em oposição ao malicioso General Thade (Tim Roth), um venerado e tirano general do Exército Gorila que deseja exterminar a Humanidade definitivamente do planeta.
Acção e ficção conjugadas de forma excelente.


(*) Textos de Ana Paula Mesquita especialmente para o regiaocentro.net

Uma realização Ectep,Lda.