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Sinopse
Chega aos cinemas a adaptação do best-seller de Helen
Fielding, O Diário de Bridget Jones. O papel título
ficou para a americana Renée Zellweger que foi obrigada a
ter aulas especiais para desenvolver o sotaque britânico e
engordar 10 quilos para encarnar a personagem.
Bridget Jones está na casa dos trinta anos, não tem
namorado e é cobrada constantemente pela família e
amigos para mudar esta situação. A história
começa no primeiro dia do ano com uma lista de promessas
anotadas num diário que deverá reflectir também
os progressos realizados por Bridget. Entre os objectivos a atingir
estão a perda de peso, parar de fumar, diminuir a bebida
e não sair com homens misóginos.
As coisas não correm como o esperado, principalmente quando
ela se envolve com o seu chefe, Daniel Cleaver (Hugh Grant), que
com as suas dúvidas e falta de carácter não
colabora para que Bridget cumpra suas metas. Além disso,
o advogado Mark Darcy (Colin Firth) também compete pelas
atenções de Bridget, mesmo que a primeira vista pareça
chato e esnobe.
O filme não está apenas centrado nos envolvimentos
amorosos da personagem principal, também é possível
rir muito das gafes cometidas com uma frequência inacreditável,
tornando o filme uma diversão leve e bem humorada para todo
o tipo de público.
Comentário
É possível que os leitores do livro fiquem um pouco
decepcionados com o filme. Não porque esteja muito diferente
da história original, e nem porque os personagens estejam
mal caracterizados, mas simplesmente porque um livro é mais
aprofundado, sendo impossível contar os detalhes de quase
300 páginas em menos de duas horas.
Entretanto para os que não possuem referência e mesmo
para os leitores, o filme reserva surpresas agradáveis como
a própria Bridget Jones, muito bem desenvolvida por Renée
Zellweger e o chefe mulherengo vivido por Hugh Grant.
Ao condensar as acções em sequências rápidas,
perde-se um pouco das motivações e da possível
identificação pessoal com uma personagem ou outro.
Contudo, como a própria autora participou da transposição
do texto literário para o argumento cinematográfico,
as pequenas alterações são perfeitamente coerentes,
possibilitando surpresas deliciosas, como a briga dos dois "pretendentes"
de Bridget ao som de It´s rainning men.
Definitivamente esta é a comédia do verão e
deve agradar homens e mulheres na mesma proporção.
(*) Textos de Gláucia Guerra especialmente para o regiaocentro.net
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