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Annie Wilson
(Cate Blanchett) possui um dom, desde a sua infância, que lhe
permite prever o que vai acontecer. Ela vive numa pequena cidade
no Arkansas, onde a maioria das pessoas tem preconceitos e a considera
uma "bruxa", já que ela utiliza a sua capacidade para poder prover
ao sustento dos três filhos.
Entre consultas e após uma grave revelação a Valerie Barksdale
(Hilary Swank), na qual confessa que o seu marido Donnie (Keanu
Reeves) é agressivo, a sua vida começa a tomar um rumo que ela
não tinha previsto na totalidade... Com a vida em risco, e tentando
ajudar a resolver o caso do desaparecimento de uma jovem que foi
assassinada, as suas visões vão permitir avanços na trama mas
vão causar também receio e surpresa... pois surgem a Annie outras
visões relacionadas com a sua própria vida em perigo...
Assim, para além de testemunha de um crime a que assiste por via
do seu Dom, ela torna-se testemunha da ameaça que ela mesma corre...
Comentário
Bastante
previsível, mas com algumas cenas interessantes. Um suspense não
muito profundo, levemente abordado, mas com algum entusiasmo.
Do seu elenco constam nomes famosos como Keanu Reeves, Cate Blanchett
e Hilary Swank (que foi a vencedora que na edição do Oscar do
ano passado levou para casa a estatueta relativa ao prémio de
Melhor Actriz, pela sua participação e desempenho no filme "Os
Rapazes Não Choram"). Greg Kinnear foi também nomeado para Melhor
Actor Secundário pela sua prestação no filme "Melhor é Impossível".
"O Dom" conta a história de uma vidente que se serve do seu dom
para sobreviver, mas com isso quase perde a vida... Aborda a ignorância
e o medo de certas pessoas preconceituosas, e os perigos ocultos
a que estamos (diariamente) sujeitos... É revelada a maldade de
personagens que ameaçam a harmonia e o bem-estar de inocentes.
Keannu Reeves no papel de vilão, um bruto e agressivo personagem.
Pelo meio a história de uma jovem desaparecida, assassinada, cujo
noivo recorre à ajuda da vidente, assim como o Xerife. Mas a vidente
está ainda mais ameaçada do que se julgava...
Devo confessar que achei o filme bastante previsível, como referi
no início do meu comentário. Mas tem algumas cenas boas. Conta-se
que a actriz recorreu a espíritas e a uma médium, para que a sua
interpretação fosse mais verosímil.
(*) Textos
de Ana Paula Mesquita especialmente para o regiaocentro.net
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