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Sinopse
Sammy Prescott (Laura Linney) vive com o seu filho de oito anos,
Rudy (Rory Culkin), a quem se dedica total e incondicionalmente.
Ela é uma mãe solteira, e como ficou cedo orfã,
dá imenso valor à família. Protege e mima Rudy
ao máximo, dando-lhe todo o carinho que sempre desejou para
si.
Com uma vida calma, dividida entre o trabalho no Banco e a ida à
Missa ao Domingo, o seu quotidiano é rotineiro, até
ao dia em que recebe uma carta do irmão, Terry (Mark Ruffalo),
avisando que a vem visitar em breve. Eles são completamente
diferentes: ele é inconstante, mudando frequentemente de
cidade e trabalho e arranjando problemas e confusões; ela
é calma, dedicada, e gosta de estabilidade.
Mas também têm muito em comum: o sofrimento pela injustiça
de terem ficado cedo órfãos e não poderem partilhar
de todas as alegrias familiares, ficando uma solidão e um
vazio que ninguém consegue preencher; a necessidade de estabilidade
e amor; a ternura que ninguém conseguirá jamais destruir
entre eles...
Apesar das intenções de Terry de início não
serem as melhores, já que pretende pedir dinheiro emprestado
à irmã, ele acaba por ficar mais tempo do que o esperado
e mudar radicalmente a vida da irmã e do sobrinho.
Com uma abordagem do ponto de vista afectivo e emocional, é-nos
mostrada a intriga familiar, no reencontro de dois irmãos
que o destino injustamente quis separar mas cuja união afectiva
e espiritual é inseparável e eterna.
Comentário
Bonito este filme sobre separações e reencontros
familiares. A fazer meditar sobre os valores importantes da vida,
e sobre a impossibilidade de destruir o amor fraternal.
Por mais que a vida separe dois corações, eles voltarão
sempre a unir-se, já que a distância não consegue
separar algo tão sagrado como o amor, seja ele de que tipo
for. Neste filme é o amor familiar que nunca esmorece e se
mantém sempre vivo, originando mudanças radicais na
vida dos intervenientes.
Sammy, com 26 anos agora, coloca flores na campa dos pais. Criada
na pequena localidade de Scottsville, Nova Iorque, com limitações
sociais, ela gosta de viver no conforto e segurança da pequena
cidade onde cresceu.
Terry é o seu irmão, irresponsável e seriamente
auto-destrutivo. A influência sobre Rudy nem sempre é
positiva, mas ele faz com que Sammy se sinta revigorada e sem monotonia
no seu quotidiano. Armada com uma nova atitude, um melhor sentido
e conhecimento de si própria, e um gosto e entusiasmo pela
vida, ela começa a reavaliar as escolhas que fez - e ainda
tem que fazer - na sua vida.
Ainda numa série de crescentes acidentes traumáticos,
Terry desaponta Rudy vezes sem conta, até que Sammy fica
desesperada entre o seu desejo de ajudar o irmão e o seu
instinto maternal para proteger o seu filho de ser magoado por outra
"figura paterna".
Tudo chega a um ponto máximo quando Terry se volta a meter
em problemas e vai preso de novo. O acúmulo dos erros de
Terry empurra a sua relação com Sammy até ao
ponto de ruptura. No final, cada um deve confrontar-se com algumas
escolhas difíceis acerca do seu futuro como indivíduos
e como uma família.
Excelente revelação de Rory Culkin, da já famosa
família Culkin.
Martin Scorsese é um dos produtores executivos.
(*) Textos de Ana Paula Mesquita especialmente para o regiaocentro.net
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