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Fabulosa
interpretação de Tom Hanks, na pele de Chuck Noland,
um engenheiro de sistemas. Este apressado executivo
de uma grande empresa de correio expresso, está constantemente
a viajar, e nem sequer na véspera de Natal consegue
permanecer em casa a noite inteira... Sempre a olhar
para o relógio, com o respectivo stress, a sua vida
é uma agitação. Esta vê-se radicalmente alterada quando
o avião em que seguia se despenha no Pacífico, e ele
é o único sobrevivente.
Numa ilha deserta, agreste, ele tem que aprender a
sobreviver e a ultrapassar as grandes dificuldades
que lhe advêm, durante quatro longos anos... Aquilo
que o mantém vivo e com esperança, é o facto de pensar
que a sua noiva Kelly (interpretada por Helen Hunt)
está à sua espera, e o retrato dela no relógio que
lhe ofereceu é o que lhe dá alento para aguentar com
o desespero e as batalhas que tem que travar naquela
luta solitária de um homem habituado a ter tudo e
de repente privado de toda a comodidade... Lutando
para subsistir e satisfazer as necessidades mais básicas,
ele vai conseguir superar as dificuldades e regressar
finalmente a casa... mas as coisas já não são como
dantes...
Um
espectacular filme de Robert Zemeckis.
Comentário
Excelente
interpretação de Tom Hanks, que já nos habituou à
sua magnífica versatilidade e ao seu enorme talento.
Este filme mostra-nos como neste mundo nada é garantido,
e como a vida de uma pessoa pode mudar, de um momento
para o outro.
A maior parte das vezes não damos valor à sorte que
temos, pelo simples facto de termos comida, sítio
onde dormir abrigados das intempéries, calor, amor...
De repente apercebemo-nos de como a vida é frágil,
e pode mudar inesperadamente. E há que ter forças
e lutar, para superar os diversos obstáculos que se
nos vão deparando. Por vezes apetece desistir, mas
há sempre uma esperança e uma ilusão de que "dias
melhores virão". Aí sim, seremos felizes e terá merecido
a pena ter esperado e lutado. Vale sempre a pena!
Porque aprendemos sempre algo importante, principalmente
que fomos fortes o suficiente para lutar e tentar
e não desistir sem sequer ter tentado.
No filme, a vida pessoal e profissional de Chuck Noland
vê-se radicalmente alterada, e ele tem que passar
por condições físicas e psicológicas adversas, mas
sai vencedor, pois demonstra ser uma pessoa lutadora.
Ele não aceita os obstáculos, ele tenta sempre superá-los,
e consegue. É um vencedor, e prova que a força humana
pode ser enorme, não apenas no sentido físico, mas
principalmente no sentido psicológico, emocional.
Podemos chegar ao limiar físico e emocional, mas há
uma grande capacidade humana que nos permite avançar
e superar tudo. O mundo pode continuar (e mudar, principalmente
após 4 anos) sem a nossa presença, mas o importante
é que nós mudemos no bom sentido, que comecemos a
dar valor ao que realmente é importante: o amor, a
amizade, a paz, o sossego... Dar valor ao que temos,
que pensamos ser pouco, e é tanto!
Porque
assim tornamo-nos pessoas melhores e influenciamos
aqueles que estão ao nosso redor, valorizando o essencial
e pondo de parte aspectos mesquinhos e irrelevantes.
Somos felizardos e nem sequer o sabemos... A esperança
nunca deve morrer, mas não basta ter esperança e ficar
de braços cruzados aguardando o futuro. Há que criar
um futuro melhor, e isso recorda-me aquele ditado
"Se choras porque não viste o sol... as lágrimas te
impedirão ver as estrelas!..." O facto de tentarmos,
já faz de nós vencedores nesta luta diária. Porque
mais importante do que viver, é dar valor à vida,
aos outros, às coisas, e a nós próprios.
(*)
Textos de Ana Paula Mesquita especialmente para o
regiaocentro.net
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