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Sinopse
Belo, mas dramático, este filme de Joan Chen. Logo
no início, Charlotte Fielding (Ryder), revela ter
os seus dias contados, devido a uma doença terminal
(tem um tumor próximo ao coração). Mas isso não modifica
a sua boa aparência e disposição. Ela empenha-se em
ser forte e lutar pela vida, embelezando o seu aspecto
exterior. Will Keane (Richard Gere) é um homem assumidamente
mulherengo. Proprietário de um restaurante sofisticado,
ele adora as mulheres, mas não consegue se envolver
com nenhuma delas seriamente.
Quando Charlotte se aproxima dele, ela adianta que
ele poderá usar essa história (esse caso de amor com
uma mulher desenganada) nas suas futuras conquistas.
Mas surge entre eles uma paixão enorme, apesar da
grande diferença de idades (ela tem menos 18 anos
que ele). O mulherengo incorrigível descobre por fim
o amor, e a menina apaixona-se para sempre, ganhando
uma nova esperança de vida. Mas... a vida por vezes
é muito cruel: o amor deles vê-se ameaçado pela doença
terminal que aterroriza e mina a felicidade do casal.
É um filme emocionante, e uma lição de vida.
Comentário
Imagens
encantadoras neste drama emocionante. Considero-o
uma lição de vida, pois mostra o
quão importante é o amor e tudo que o envolve, demonstrando
a insignificância de certas coisas banais, supérfluas.
Para Will Keane (Richard Gere) era importante ter
muitas conquistas e ser considerado sedutor irresistível,
até que descobre que o realmente importante é amar
e ser amado de verdade. Pela primeira vez ele apaixona-se.
Antes ele era um playboy que não queria assumir nenhum
compromisso e apenas pretendia romances fáceis e fugazes.
Até que conhece Charlotte Fielding. Ela apaixona-se
para sempre. Traz a Will aquilo que ele necessitava:
amor e ternura de verdade. Manhattan é a grande cidade,
que traz esperança mas também tristeza. O pormenor
das folhas caindo em Central Park, faz lembrar que
tudo acaba, mas "depois da tempestade vem a bonança"
e com ela nova esperança e alegria. E ficam as boas
recordações.
O passado deve ser para nós uma boa recordação e uma
lição. Will Keane descobre o que importa realmente
na vida, e no final do filme ele possui valores familiares,
aquilo de que sempre fugiu. Torna-se um pai e avô
babado... Nunca é tarde para amar, e não há nada mais
belo neste mundo do que o amor, seja em que idade
for... De salientar a direcção de fotografia, de Changwei
Gu, indicado ao Óscar da Melhor Fotografia pelo seu
trabalho em "Adeus, Minha Concubina".
(*)
Textos de Ana Paula Mesquita especialmente para o
regiaocentro.net
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