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>CASTELO
CRONOLOGIA
A sua construção teve início provavelmente
na primeira metade do século XII, altura em que foi construído
o recinto amuralhado, ao que tudo indica aproveitando uma alcáçova
que existiria no local e uma primitiva igreja. A cerca da vila foi
erguida apenas no último quartel do mesmo século.
A torre de menagem, foi construída durante o reinado de D.
Dinis, em 1325. Os paços e a segunda Igreja de Nossa Senhora
da Pena são obra do mesmo monarca. Há autores que
atribuem a construção deste templo ao rei D. João
I.
Junto à Igreja de São Pedro terão sido construídos
os Paços de D. Dinis e da Raínha Santa. No início do século
XVI D. Manuel mandou construir uma sacristia, entre a capela-mor
da igreja e a torre sineira.
OBRAS DE RECUPERAÇÃO
Em 1915, a Liga dos Amigos do Castelo iniciou as obras de restauro.
De 1916 a 1921, esta liga providenciou obras de consolidação
das ruínas e melhoramentos no acesso. Com a derrocada de
algumas das ruínas em 1921, teve início finalmente
as obras de restauro nas partes mais danificadas do castelo. É
de notar, a reconstituição dos pavimentos da Torre
de Menagem, a sua cobertura e o acrescento de um torreão,
o que implicou num aumento de mais de 2,5 m na altura da torre.
O acesso à torre através do alpendre foi refeito.
Aproveitou-se ainda para refazer a casa do guarda com materiais
recuperados do próprio castelo. Nota-se ainda os merlões
que foram colocados na cabeceira da Capela de Nossa Senhora da Pena,
à parte de um parapeito entre duas seteiras.
O ano de 1928 foi marcado pela consolidação da muralha,
das torres e da Igreja de Nossa Senhora da Pena.
Em 1936, ocorreu a derrocada de uma parte da muralha do lado norte
do castelo, que foi logo a seguir meticulosamente reparada.
Em 1937, na altura da finalização das obras da muralha,
foi reconstruído o trecho junto à torre de menagem
e procederam à colocação de merlões.
Em 1939, foi a vez dos Paços do Castelo conhecerem obras
de recuperação. O interior do imóvel, contudo,
só passou por obras de recuperação em 1954,
com tratamento das infiltrações na sala central e
em duas das salas laterais.
Em 1955 foi efectuada a limpeza das fachadas da Capela de Nossa
Senhora da Pena.
Em 1956 alguns dos tectos do terceiro piso foram refeitos, e os
varandins recobertos. É feita a ligação do
segundo ao terceiro piso através da construção
de um lanço de escadas. O piso foi revestido com tijoleira.
Em 1959 os Paços receberam obras de recuperação.
Os pavimentos foram recuperados, as portas pintadas e alguns dos
paramentos (pedras ou paredes trabalhadas) foram melhorados.
1963 foi marcado pela recuperação dos merlões
da muralha. Os tectos de duas salas da alcaçova foram forrados
com vista a esconder duas vigas de betão que desfiguravam
a estética da estrutura. Além disso, é de notar
que foram rectirados os merlões que outrora tinham sido colocados
na igreja (em 1921 por Korrodi) e colocado um arco polilobado.
Em 1968, o claustro da Igreja de Nossa Senho da Pena foi consolidado.
Aproveitou-se para restaurar os paços com melhoramentos no
pavimento e nas cantarias. Os paramentos foram limpos e os vitrais
e as madeiras foram melhorados.
Em 1969, nas obras dos paços foi consolidado o claustro da
Igreja de Nossa Senhora da Pena. Além disso, procederam à
reconstrução de merlões nas torres e muralhas.
O acesso ao castelo, também passou por profundos melhoramentos.
Em 1970 procederam à impermeabilização dos
terraços situados por cima dos paços para resolver
o problemas das infiltrações que estavam a danificar
o imóvel.
Em 1973 foram construídas novos sanitários nos Paços
do Castelo.
O CASTELO
Situado num monte panorâmico, a vista alcança inúmeras
terras ao seu redor. Sua planta é poligonal irregular. As
muralhas que envolvem o castelo são rematadas por merlões
quadrangulares. Para maior protecção dos lados Norte
e Este, em que as muralhas eram mais fáceis de transpor,
foi construída uma barbacã (um muro mais baixo do
que as muralhas, construído à sua frente) e uma cerca
avançada.
As muralhas da antiga vila medieval prolongam-se do lado Este, com
uma entrada através de uma torre com grandes frestas.
Na muralha do lado oposto, temos a Porta da Traição.
Numa das plataformas mais elevadas, encontra-se a Torre de Menagem,
que é um pequeno recinto muralhado. Esta torre apresenta
três pisos, paredes largas, merlões quadrangulares
e terraço.
Para reforçar as defesas, foi construído no utro
extremo uma torre de vigilância. Os Paços reais foram
construídos sobre a muralha alcantilhada. Estes apresentam
planta rectangular, dois conjuntos laterais de quatro pisos com
torres ameadas como reforço e um corpo central com três
pisos. O último piso reserva um embelezamento com arcos ogivais
abertos acima de uma linha de frestas também ogivais.
CERCA
A cortina de muralhas que em tempos mais remotos era a protecção
da povoação ( junto do castelo) apresenta forma irregular
e tem praticamente em toda a sua extensão a barbacã
que reforçava a segurança. Esta linha defensiva apresentava
também alguns torreões que aumentavam a protecção.
Existia duas portas, a Porta do Sol (no local onde se fez a Torre
da Sé) e a Porta dos Castelinhos abraçada por duas
torres. Ainda hoje, a porta que leva ao interior do castelo é
também ladeada por duas torres.
CAPELA DE NOSSA SENHORA DA PENA
Situada no interior das muralhas que circundam o castelo, a Capela
de Nossa Senhora da Pena foi edificada em substituição
de uma primitiva igreja que havia no local. A sua arquitectura exibe
uma nave rectangular, uma abóbada de sete panos e
uma capela-mor com abside poligonal. As suas cinco frestas geminadas
deixam entrar a luz. O seu portal é ogival, com cinco arquivoltas
assentas em colunas de feitio liso. Os remates da capela-mor são
merlões. Exibe contra-fortes de vários andares. As
suas paredes laterais apresentam dois túmulos escavados.
Outrora existia ainda uma torre em anexo, onde posteriormente foi
colocado o sino.
(*) Texto de Salomé Joanaz e Renato Soares especialmente
para o regiaocentro.net
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