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FREGUESIA de Trouxemil dista de Coimbra cerca de oito quilómetros,
sendo composta pelos lugares de Adémia de Cima, Adémia de
Baixo, Abarraques, Adões, Cioga do Monte, Fornos e Trouxemil. A
sua população ronda os cinco mil habitantes.
Em termos de actividades económicas, historicamente
impera a agricultura, sendo de assinalar várias grandes quintas,
que ainda existem na freguesia, apesar de dominar a pequena exploração
agrícola.
Trouxemil conta ainda coma presença do sector secundário,
sendo possível encontrar algumas indústrias de fabrico de
candeeiros, tapeçarias, moagens, óleos e azeites alimentares
e vinhos.
Em documentos do século X, do Mosteiro do
Lorvão, Trouxemil é referida como «Crescemiri»
no ano de 883, modificando-se o topónimo para «Creixemirs»
em 968, durante a 1ª Reconquista. Alguns autores relacionam Trouxemil
com origem germânica, referindo a sua terminação «mil»
(gótica). Este lugar teria sido uma propriedade rústica
paralelamente à da sua suevo-vísigótica Aeminium.
Outros autores referem que a Villa existiria já no tempo de Afonso
III das Astúrias que a conquistou aos Mouros.
Depois da expulsão dos árabes, um
presor de nome Crescimiro povoou-a com gente cristã. Atenda-se
ao facto de no ano 883, o rei Afonso III ter doado este lugar à
Catedral de Santiago, o que de certa maneira se compreende, pois ainda
hoje o lugar tem o mesmo orago. |
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Em
termos patrimoniais, a freguesia ostenta diversos monumentos religiosos,
com destaque para a igreja paroquial, dedicada ao apóstolo S. Tiago.
Trata-se de um edifício pequeno, neste momento pintado de branco
e reformado no século XVIII. Entre as figuras presentes neste templo
destacamos um S. Sebastião de pedra, provavelmente do século
XV.
Referência ainda à capela de Nossa
Senhora das Neves, edifício simples do século XVII, à
capela de S. Miguel, em Abarraques, que apresenta uma imagem gótica
do santo, do princípio do século XVI, ou à capela
de Nossa Senhora da Paz, em Adémia de Cima, remontando ao século
XVI.
Como já referimos, várias são
as quintas existentes na freguesias, algumas ainda activas em termos agrícolas
e pecuários. Quinta da Cioga (Cioga do Monte), Quinta de Trás-os-Muros
(em Fornos, com um brasão de armas datado de 1608), Casa da Família
Morais (quinta de grande extensão também em Fornos), Quinta
do Esteves (Fornos), Quinta do Cabeço (Fornos), Quinta de Santa
Maria, (quinta datada possivelmente de finais do século XVIII,
remodelada recentemente e activa, nomeadamente a nível vinícola),
Quinta do Monte Belo (Obra do Padre Serra em Alcarraques).
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