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UMA
DAS MAIORES FREGUESIAS DE PORTUGAL
SANTO ANTÓNIO
dos Olivais é a maior freguesia urbana de Coimbra, actualmente
com cerca de 60 mil habitantes, que a tornam simultaneamente a maior
da região Centro e uma das maiores do país. Criada em
1863, nela é possível encontrar duas áreas distintas:
a urbana e a rural.
A primeira é muito marcada pelo casario
das zonas residenciais que desde muito cedo se terão começado
a desenvolver.
Tal se deve, em parte, à presença do antigo Mosteiro de
Celas que, situado numa área erma de Coimbra, onde a paisagem
se caracterizava pela existência de pinhais e olivais, foi permitindo
as construções em seu redor.
Actualmente, porém, não é apenas junto a este mosteiro
que podemos encontrar bairros habitacionais. As zonas da Solum, Vale
das Flores, Tovim ou Chão do Bispo são exemplos do grande
crescimento da freguesia.
À área
rural correspondem os lugares de Picoto, Vale de Canas, Casal do Lobo,
Cova do Ouro, Alto de S. João, Pinhal de Marrocos ou Portela.
Quer pela presença do Mosteiro de Celas, quer pela existência
do Convento Franciscano dos Olivais (posteriormente a Igreja de Santo
António dos Olivais), foi esta freguesia, desde sempre, muito
marcada pela religiosidade, aspecto presente não só nas
celebrações eucarísticas mas, sobretudo, em importantes
festas e romarias, realizadas em diversas épocas do ano, com
destaque para a romaria do Espírito Santo.
Aliás,
desde muito cedo que a zona dos Olivais foi procurada por monges, que
ali encontraram a paz necessária à espiritualidade e refúgio.
A pequenina ermida de Santo Antão é prova disso -é
ali que se recolhe Frei António, depois de ter vivido em Santa
Cruz. Com sua canonização, em 1232, o mosteiro franciscano
dos Olivais mudou a invocação de Santo Antão para
Santo António.
A freguesia é constituída por vários monumentos,
de que se destacam as capelas de Santo António, do Espírito
Santo, de Nossa Senhora de Guadalupe (Chão do Bispo) de Nossa
Senhora dos Remédios, o cruzeiro de Santo António dos
Olivais, a Fonte de Celas ou Fonte de El-Rei (obra do tempo de D. José
1761), a Igreja de Santo António dos Olivais e o Convento de
Celas (onde o delicioso "manjar branco" terá tido origem).
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