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Património Natural

A primeira referência conhecida a Aveiro data do ano de 959, onde, no testamento da Condessa Mumadona Dias, são legadas salinas em Allavarium.
A produção de sal, bem precioso para a conservação dos alimentos, e a sua situação geográfica, tornam Aveiro um importante centro marítimo e comercial.
  

>PATRIMÓNIO NATURAL

Ria

E pensar que a formosa Ria resultou de um acidente hidrográfico? É verdade e um dos mais belos da costa portuguesa.
A Ria de Aveiro é o resultado do recuo do mar, com a formação de cordões litorais que, a partir do séc. XVI, formaram uma laguna.
Esta extensão lagunar ocupa 11.000 hectares, dos quais 6.000 estão permanentemente alagados, e é composta por quatro grandes canais ramificados em esteiros que circundam um sem número de ilhas e ilhotes. Ela é também o local eleito pelos rios Vouga, Antuã e Boco para desaguar os seus caudais.
Intrinsecamente ligada ao mar, dada a sua proximidade geográfica, a Ria é ainda por ele influenciada directamente. Comunica com o "filho do oceano" através de um canal que corta o cordão litoral entre a Barra e S. Jacinto, permitindo o acesso de embarcações de grande porte ao Porto de Aveiro.
Rica em peixes e aves aquáticas, possui grandes planos de água, locais de eleição para a prática de todos os desportos náuticos. E, sobretudo, é utilizada para a produção de sal. Uma actividade que já teve grande importância na economia aveirense, mas que tem vindo a perder com o decorrer dos anos a sua preponderância. Ainda assim, esta cultura continua viva, existindo actualmente dezenas de salinas em laboração. Praticada por meio de técnicas milenares, a produção de sal constitui uma das actividades tradicionais mais características de Aveiro.
Quanto ao Norte da Ria, a sua especificidade continua a dar cor à paisagem através da navegação frequente dos barcos moliceiros. Estas embarcações únicas e de linhas perfeitas, decoradas com ingénuos painéis decorativos, continuam a apanhar o moliço fertilizante de eleição, bem dentro dos mais exigentes e actuais parâmetros ecológicos, que transformou solos estéreis de areia em exuberantes terrenos agrícolas.

Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto

Situada no cordão litoral norte da Ria de Aveiro, esta reserva é o local por excelência da observação da fauna e flora, com destaque para as aves migratórias. Foi criada em 1979 com o intuito de proteger as dunas e o respectivo património florístico e faunístico. Um desafio que foi vencido já que além de representar uma das relíquias do ecossistema litoral do país, é uma das mais bem conservadas da Europa.
A reserva concentra elementos típicos da fauna e flora marinha e também da floresta. Isto porque as dunas estão associadas a uma mata de resinosas com cerca de 100 anos de idade, preenchida por núcleos de folhosas associados a pequenas zonas húmidas. Um espaço bastante rico e heterogéneo que por isso mesmo é considerado um ex-libris dos locais de maior interesse educativo.
Quanto a medidas. A superfície da reserva é de 666 hectares, dos quais 90 são de reserva de recreio, 473,5 de reserva parcial e os restantes 102,5 de reserva integral.
Apreciá-la só mesmo com um passeio a pé e algumas horas disponíveis. E não faltarão atractivos neste meio natural para que a visita se torne numa das mais belas descobertas do que nos oferece a natureza. A própria reserva está preparada para receber os visitantes e ao longo do trilho foram previstas paragens em locais considerados de maior interesse e, ainda, zonas para merendas, devidamente equipadas. Dizem os técnicos que o tempo médio para percorrer a totalidade do trilho é de cerca de duas horas.

 

Texto de Joana Simões especialmente para o regiaocentro.net
*Fotos participantes do 1o. Concurso Fotográfico RC. Reproduzidas em concordância com o regulamento do Concurso.

Uma realização Ectep,Lda.