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Lenda do Pai Natal
«O
HOMEM DAS BARBAS BRANCAS » - Troca de Presentes
Há uma lenda do século VIII a.C. que fala de Tatio,
o governador de Roma, que terá recebido, no primeiro dia
do ano, uns ramos de loureiro que teriam sido cortados num bosque
consagrado à Deusa Strenia. Os bons augúrios que a
acção representou tornou o gesto um costume durante
os festejos da mudança de ano. Tomou também o significado
de presságio de abundância. Com o nascimento de Cristo
este ritual tornou-se quase sagrado pois repetia anualmente, no
dia do nascimento de Jesus, a oferta de prendas feita pelos Reis
Magos ao Salvador. Deste modo ficou a tradição de
dar e receber prendas nesta época.
A partir da Idade Média (a partir de meados do século
XIII até meados do século XVI) tornou-se costume os
pais darem presentes aos filhos no dia 6 de Dezembro, o dia atribuído
pelo calendário litúrgico a São Nicolau. Assim
fez-se acreditar as crianças em que são Nicolau descia
do céu e vinha pessoalmente colocar os presentes para os
meninos na noite de 5 para 6 de Dezembro. Nessa altura, durante
as representações teatrais e outras festas em honra
de São Nicolau que se realizavam a 6 de Dezembro, escolhia-se
um criado que saía para a rua e distribuía prendas
às crianças que se tinham portado bem durante o ano
e aproveitava a ocasião para fazer reprimendas e advertências
às que tinham feito muitas diabruras.
Esta tradição de oferecer algo às crianças
neste dia foi rapidamente transferida para a noite do 25 de Dezembro,
no reinado de Henrique VIII quando o monarca entrou em choque com
o papa, em sequência de um segundo casamento. Rompidas as
relações religiosas com Roma, as comemorações
de 6 de Dezembro foram transferidas para o Dia de Natal, já
que Inglaterra passou a ter costumes religiosos distintos daqueles
praticados no resto do mundo cristão. Os presentes passaram
a ser entregues neste dia de consoada enquanto o resto dos europeus
dava os seus presente no dia de São Nicolau. A transformação
de São Nicolau em Pai Natal teve a sua origem mais remota
na Alemanha, no seio das Igrejas Protestantes, sendo a sua figura
associada à grande festa do Natal e à tradicional
troca de prendas no dia 6 de Dezembro.
Mas no período de Contra-reforma (1545-1563) a função
de distribuição de prendas foi atribuída ao
Menino-Jesus, na noite de 24 para 25 de Dezembro. A tradição
de São Nicolau foi mantida na Holanda pelo menos até
ao século XVII, altura em que foi levada até à
América do Norte com os seus imigrantes, na altura em que
estes fundaram a Nova Amsterdão no ano de 1621. Os Ingleses
conquistaram esta região, deram-lhe o nome de Nova Iorque
e a tradição de festejo do dia dos presentes também
se estabeleceu a 25 de Dezembro. Rapidamente a novidade se estendeu
a todo o território inglês.
(*) Textos e imagens de Salome Joanaz especialmente para o regiaocentro.net
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