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Lenda
do Pai Natal
«O
HOMEM DAS BARBAS BRANCAS » - A Verdadeira
história do Pai Natal
Segundo os relatos históricos, São Nicolau, também
conhecido por Santa Claus, nome que deriva de Santus Nicolaus, terá
sido Bispo de Mira, em Dembre, na actual Turquia. Nasceu em Lycia,
no sudoeste da Ásia Menor, entre o século III e IV.
Os relatos apontam os anos 270 (século III) ou 350 (século
IV). A disparidade de datas é frequente quando falamos de
relatos muito antigos referentes a pessoas célebres na sua
época. Nicolau fez viagens para o Egipto e Palestina onde
se formou bispo.
A data da sua morte também não é certa. Há
relatos que apontam a sua morte para o ano 342 o que torna impossível
o seu nascimento em 350. Nessa altura era um homem muito respeitado
em todo o mundo cristão. Foi sepultado durante o século
VI num santuário e no local surgiu uma nascente de água.
Já no século XI, em 1087, os restos mortais e relíquias
de Nicolau foram transladados para Bari na Itália e então
passou a ser conhecido como São Nicolau de Bari. Rapidamente
o local se transformou num centro de peregrinação
e a ele se associaram muitos milagres relacionados com a oferta
de presentes. A sua popularidade aumentou e o santo viu-se transformado
em símbolo, estando directamente relacionado com o nascimento
de Jesus Cristo, já que os princípios de dar sem pedir
em troca são também máximas de cristo.
Ficou também como um dos santos mais populares da história
da cristandade, sendo o protector não só dos mais
pequenos. Também marinheiros, escravos, pobres e presos se
dizem protegidos pelo santo, isto porque São Nicolau esteve
preso no reinado de Diocleciano, durante a perseguição
aos cristãos, ficando encarcerado por muito tempo. Mas mais
tarde Constantino, O Grande ordenou a libertação de
vários presos religiosos entre os quais se encontrava Nicolau.
A sua fama vem-lhe da sua generosidade com os mais desfavorecidos,
em particular crianças que protegia com toda a dedicação.
As lendas e histórias que se associam à vida deste
homem são muitas, mas todas se prendem com a sua bondade
e protecção dos mais desprotegidos. Assim, há
uma lenda que diz que Nicolau ressuscitou três crianças,
convertendo-as em fiéis dedicados e seguidores. Outra ainda
refere que o pai de Nicolau era senhor de grande fortuna, que lhe
deixou em herança, na altura da sua morte. Assim o santo
pode continuar a ajudar as pessoas. Conta a lenda que Nicolau ajudou
uma família sua vizinha que vivia tempos de necessidade.
Quando uma das filhas resolveu casar, o seu pai sem dinheiro chorava
o dia inteiro pois não tinha meios para dar um casamento
digno à sua filha. Assim São Nicolau encheu uma bolsa
de moedas de ouro e, de noite, sem ser visto, depositou-a na janela
do vizinho. A jovem casou com um belo dote e ficaram todos felizes.
Um pouco mais tarde a história repetiu-se a com a segunda
filha do vizinho. Mas, desconfiado, o vizinho de Nicolau, quando
se preparava para casar a terceira filha, escondeu-se durante a
noite, próximo da dita janela e descobriu o seu protector.
Espalhou-se a notícia aos pobres e crianças.
Mas esta lenda apresenta outra versão que diz que São
Nicolau salvou três jovens da prostituição,
filhas de um homem pobre. Encheu uma bolsa de ouro e atirou-a pela
janela da casa vizinha, acabando com os problemas económicos
da família e dando a cada jovem a possibilidade de casar
dignamente, com um dote apropriado.
Assim, com o passar dos anos e com as ajudas que dava a todos os
que o rodeavam, principalmente crianças sem protecção
e abandonadas, São Nicolau ficou para a história como
um homem bom e generoso. Nuns locais dizia-se que se deslocava num
trenó puxado por oito renas, noutros a figura do velhinho
de longas barbas brancas aparecia num burrinho, trazendo um saco
cheio de presentes. Mais tarde a lenda e as palavras do povo acreditavam
que este santo homem descia pelas chaminés das casas, de
noite, para deixar os seus presentes, nas meias e sapatinhos das
crianças (principalmente na Suécia e Nortuega). A
sua figura viveu até aos nossos dias, por diversas razões,
como o Pai Natal, símbolo de dádiva, amor e fraternidade,
que também caracteriza o Natal Cristão.
(*) Textos e imagens de Salome Joanaz especialmente para o regiaocentro.net
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